terça-feira, 20 de setembro de 2011

Mazeppa

A história do príncipe ucraniano Ivan Mazeppa era tão cara ao imaginário oitocentista que inspirou poemas de Byron e Victor Hugo, ou pinturas como a que vemos ao lado, de Théodore Géricault, além de várias obras musicais.

Um episódio em especial estimulou a imaginação daqueles artistas: por conta de um romance proibido na Polônia, Mazeppa teria sido atado completamente nu ao dorso de um cavalo selvagem, que cavalgou com ele até a Ucrânia, onde foi libertado ainda vivo. Sua bravura, força e resistência foram homenageadas pelos ucranianos, que elevaram Mazeppa a Comandante Militar supremo – segundo em comando após o imperador.

O grande pianista e compositor Franz Liszt escreveu um poema sinfônico e o 4º de seus “12 Estudos de Execução Transcendente” para piano inspirado nesta história:

http://www.youtube.com/watch?v=O2EIdm-QcqE&feature=related

... e, curiosamente, também o 4º dos “12 Estudos para Violão” de Francisco Mignone possui um presumível parentesco com esta obra. Além do caráter épico é uma música de heroísmo, virtuosismo, em que o intérprete deve suplantar as dificuldades técnicas em nome de uma expressão enérgica, vibrante, às vezes sinistra, às vezes cheia de ternura , Mignone usou um sugestivo ritmo nordestino: o “galope”!

Esta é uma das músicas que compõem o repertório do recital que estamos levando a 9 Centros Culturais de Belo Horizonte, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A próxima apresentação será no dia 15 de outubro, no Centro Cultural Lindéia/ Regina.

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Ricardo Marçal

Ricardo Marçal

O violonista belo-horizontino Ricardo Marçal (29) tem se dedicado a uma crescente agenda de concertos pelas mais diversas regiões do Brasil, cativando a simpatia do público e atraindo a atenção de meios de imprensa como os programas “Violões em Foco” e o tradicional “Música e Músicos do Brasil”, ambos da Rádio MEC-FM. É bacharel em Música pela UFMG na classe do professor Fernando Araújo, foi bolsista do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão por dois anos, prossegue seus estudos regulares como aluno particular do aclamado violonista Fábio Zanon e, a convite do maestro Oscar Ghiglia, tem se aperfeiçoado nos cursos anuais de verão da Accademia Musicale Chigiana de Siena, na Itália. Como solista tem se apresentado regularmente em importantes séries por Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo. Seus projetos para 2012 incluem a 2a temporada do projeto "Elegia ao Violão", uma nova turnê com o quarteto de violões Corda Nova, do qual é membro fundador e uma turnê estadual com o Quarteto de Cordas da família Barros. Como pesquisador, Ricardo está elaborando um trabalho de pesquisa sobre o repertório de música de câmara com violão do início do séc. XIX em parceria com o historiador Gerson Castro e é professor dos cursos de história da música e apreciação musical da Academia de Ideias. Além disso, coordena a criação de uma série de música de câmara nos municípios mineiros de Betim, Brumadinho, Contagem, Crucilândia e Esmeraldas. (4/2012)

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